A PELE GRÁFICA E O POEMA SÓ: O MANUAL DE CIÊNCIA POPULAR DE WALTÉRCIO CALDAS EA FRASE DE ÁLVARO DE CAMPOS (VOU ATIRAR UMA BOMBA AO DESTINO)
Marcus Alexandre Motta
Resumo
Esse texto propõe relacionar o Manual da cultura popular do artista plástico
Waltércio Caldas e um poema de um só verso do heterônomo pessoano Álvaro de
Campos. O intuito é apresentar um estado de pensamento, em progresso, sobre o aparato
do ordinário como destino da arte ? entendendo por ordinário a intimidade com a
existência (vida ou arte), sem a prova definitiva sobre o que é existir (vida ou arte).
Trata-se, portanto, de expor de um programa teórico localizado em ambos os artistas, na
medida em que eles reconhecem um tipo de saber que compete à arte (literária ou
plástica). A comunicação toma um poema de um só verso de Álvaro de o compara aos
objetos de arte do Manual de Waltércio Caldas, averiguando o saber que compete à arte
e, se esse saber, não aponta para a ideia de que o destino da arte é, agora, o ordinário (o
excepcional do comum).
Palavras-chave: poema, ordinário, destino, saber, arte.
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